Um freio muito curto pode restringir a retração normal do prepúcio, principalmente durante ereções. Ou pode causar irritação devido ao fato de ficar muito esticado.

Caso você tenha pressa em resolver essa condição, uma frenuloplastia pode ser aconselhável.

Considerando que o índice de sucesso do alongamento de freio é bem menor do que o de alargamento de anel fimótico, esse intervento cirúrgico pode vir a ser a única maneira de resolver completamente o seu problema.

Frenuloplastia: um procedimento minimamente invasivo

A frenuloplastia tem obtido resultados satisfatórios na resolução de problemas relacionados a freio breve ou lesionado. Ela é um procedimento relativamente simples, que pode ser executado com local. Normalmente é empregado um dos dois métodos a seguir:

Método 1

Execução de incisão (corte) que libera o freio e permite que ele seja estendido por um comprimento maior. Normalmente é feito um corte em forma de V, que é então alongado e costurado em Y, com o freio tendo seu comprimento aumentado de 1 a 1,5 cm. Em alguns casos, um corte em Z pode ser mais apropriado. Já a simples divisão do freio por um corte horizontal acaba produzindo resultados menos satisfatórios, e não é tão recomendada. Para a costura, são normalmente usados pontos que se dissolvem sozinhos após uma semana ou um pouco mais.

Fotos (18+)

Foto 1
Antes - vista frontal

Foto 2
Depois - vista frontal

Foto 3
Antes - vista lateral

Foto 4
Depois - vista lateral

Método 2

Aplicação de pontos horizontais absorvíveis bem apertados (tie-ups) que no decorrer de uma semana cortam o freio, liberando-o. O pós-operatório pode ser um pouco mais doloroso do que o procedimento anterior (principalmente a primeira noite), mas em compensação a recuperação total é um pouco mais rápida.

Parece complicado, mas não é. Já ouviu falar de alguém que teve o freio rompido durante as relações sexuais? Pois é, isso pode acontecer quando o freio é curto demais. E no fundo acaba sendo uma liberação de freio por acidente, bem mais dolorosa e com resultado estético e funcional pior do que a feita por um médico. Mas se o indivíduo cuidar bem da ferida, depois de um tempo ela acaba cicatrizando com o freio rompido, porém mais "livre".

Frenulotomia (Frenulectomia)

A amputação do freio (frenulotomia ou frenulectomia) é um procedimento ainda mais simples e barato (para o cirurgião, mas não necessariamente para o paciente) do que a frenuloplastia. Por isso alguns médicos, às vezes por mera comodidade, preferem remover completamente o freio alegando que isso previne a sobra de tecido inútil remanescente. O que eles provavelmente não vão lhe dizer é que a maioria das terminações nervosas táteis do pênis está concentrada no freio e adjacências, e que a sua amputação irá privá-lo de uma série de estímulos sensoriais. Além disso, a remoção de tecido gera a possibilidade de dano aos nervos remanescentes abaixo daquilo que foi retirado.

Resumindo: você provavelmente vai perder boa parte da sensibilidade na região, mas corre um pequeno risco de ficar com uma terminação nervosa exposta e ir para o extremo oposto, ou seja, ter uma indesejável hipersensibilidade.

É claro que em casos extremos, como quando o tecido do freio apresenta alguma inflamação crônica, por exemplo, a remoção completa pode ser inevitável. Mas se o seu problema for simplesmente um freio curto e você decidir operar, pergunte ao médico se o que será feito será uma frenuloplastia e não uma frenulectomia. Se ele não souber do que você estiver falando, talvez seja o caso de procurar outro profissional.

Referências

- Rajan P, Mcneill S, Turner K (2006). Is Frenuloplasty Worthwhile? A 12-Year Experience. The Annals of The Royal College of Surgeons of England, 88(6):583-4.
- Camara F, Dias A. Frenuloplastia bálano-prepucial e frenulotomia: estudo comparativo. UNESP.
- McGrath K (2001). The frenular delta: a new preputial structure. Em: Denniston GC. Understanding Circumcision: A Multi-Disciplinary Approach to a Multi-Dimensional Problem. Nova Iorque: Kluwer/Plenum, 199-206.